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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Japão prepara resposta para eventual lançamento de mísseis norte-coreanos

Tóquio estreita coordenação com Washington e Seul

- Efe

/ Governo do Japão 
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Forças de Autodefesa do Japão
O ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, garantiu que o arquipélago vai estar preparado "para responder, sem margem para erro" ao possível lançamento de mísseis por parte da Coreia do Norte. O chefe da Defesa também disse que o Japão está em estreita comunicação com os Estados Unidos e o plano do departamento de defesa americana de instalar um sistema antimísseis diante da ameaça norte-coreana, informou a Kyodo.
Neste sentido, o Pentágono anunciou que enviará para sua base de Guam esse tipo de sistema como medida de “precaução” para fortalecer sua posição de defesa depois dos últimos e prolongados desafios norte-coreanos.
Por sua parte, o porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, afirmou que seu governo está "tomando medidas abrangentes e recompilando informações" sobre os indícios que sugerem que a Coreia do Norte possa estar mirando um míssil para a costa do país.
De acordo com relatórios de inteligência, pode-se tratar de um míssil de médio alcance Musudan, com capacidade de alcançar alvos que estejam em até 4.000 km, espaço dentro do qual se encontra o arquipélago japonês. "É extremamente lamentável que estas provocações estejam se repetindo”, lamentou Suga, que também confirmou a necessidade de estreitar a colaboração com os países aliados, em particular com Washington e Seul, “sem deixar-se levar pelas ações da Coreia do Norte”, concluiu.
As respostas vêm depois que o regime comunista de Kim Jong-un aprovouna quinta-feira seu ataque contra o Exército dos EUA, “com meios nucleares de alta tecnologia, mas pequenos, rápidos e diversificados”, de acordo com um comunicado emitido pela agência norte-coreana KCNA.
A Coreia do Norte justificou sua nova ameaça pela presença em sua região de bombardeiros americanos B-52 e caças F-22 e B-2, este últimos invisíveis à radares e capazes de lançar bombas nucleares.
Fonte:g1.globo